Lei obriga veículos novos a terem outro tipo de extintor de incęndio
SĂO PAULO - Entrou em vigor no último dia 1ş de janeiro a lei que estabelece que carros de passeio e utilitários fabricados no Brasil só podem sair de fábrica com extintores ABC, capazes de apagar princípios de incęndio na parte interna dos veículos, quando as chamas atingem bancos de couros, carpetes, estofamentos e espumas, entre outros itens.
Até 2004, o extintor utilizado nos carros brasileiros, do tipo "BC", era capaz de apagar apenas os incęndios no sistema elétrico ou de combustível dos veículos.
Os motoristas, contudo, năo precisam trocar imediatamente seus equipamentos antigos. O prazo para substituiçăo é de cinco anos, até 2010.
Tecnicamente, os extintores usados em carros de passeio săo chamados de P1 pó químico de um quilograma. Os extintores ABC, que substituem os atuais do tipo "BC", săo compostos, em sua maioria, por monofosfato de amônia, um produto químico mais eficiente no combate ŕs chamas.
Outra importante característica dos extintores veiculares, também alterada pela nova lei, é o prazo de validade, que passa de tręs para cinco anos. A troca do extintor deverá ser efetuada no final do período da validade. A recarga năo é mais permitida.
A resoluçăo para a mudança no setor foi tomada pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) em 2003, baseada em estudos do Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de Săo Paulo), órgăo vinculado ŕ Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania.
Em 2001, o Ipem-SP coletou, por doze meses, extintores de 59 oficinas de manutençăo que atuavam no Estado e de dois fabricantes de extintores para carro (Resil e Kidde, antiga Yanes).
O objetivo do trabalho foi o de avaliar a qualidade do extintor oferecido no comércio e a qualidade das oficinas de manutençăo, que săo as responsáveis pela recarga e inspeçőes dos extintores.
A conclusăo do trabalho foi de que 58 oficinas de manutençăo foram reprovadas nos ensaios de funcionamento dos produtos. Apenas uma oficina e os dois fabricantes passaram nos testes aplicados.
No Brasil, há cerca de 16 fábricas de extintores, mas apenas tręs produzem extintores de um quilograma para carros.
Ao trocar o extintor, o Ipem-SP recomenda ao motorista verificar o selo de conformidade. Todos os extintores devem ter o selo visível e identificado com a letra I, do InMetro. Além disso, é recomendável verificar se o lacre de inviolabilidade năo foi rompido anteriormente.
Em caso de dúvida, reclamaçăo, sugestăo ou denúncia, o motorista pode ligar para a ouvidoria do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de Săo Paulo. O telefone é 0800-130522. A ligaçăo é gratuita e pode ser feita de qualquer cidade do Estado das 8h ŕs 17h, de segunda a sexta-feira. |